segunda-feira, 14 de maio de 2012

Lecker Letter

Olá Maria,

É a primeira vez que te escrevo, e estou muito entusiasmado!
Normalmente quando as pessoas escrevem cartas pode ser por vários motivos, por saudade, para combinar um encontro, para contarem um pouco da sua vida ou simplesmente mostrarem que se importam e que gostam da pessoa a quem estão a escrever. Ora eu não tenho que escolher nenhum motivo, tenho todos!

E porque não ir exactamente de motivo em motivo?

(Oh) Por saudades:
Saudades é uma palavra que representa muito mal o que eu sinto quando não te tenho por perto.
Ou seja, eu NUNCA tenho saudades tuas. O que acontece é que a minha vida é divida em duas partes distintas: uma é uma névoa, clara, parecida com um túnel do tempo em morfologia, brilhante na mesma por causa do calor que vem da outra ponta. Esta parte chamam-lhe saudade. Eu chamo-lhe esta estupidez que acabei de dizer. A outra parte da minha vida é quando estou contigo, quando o abafo se dissipa e o tempo ganha cor e relevo. Pode-se tocar no tempo contigo, pode-se pegar nele e mudá-lo, pegar nele e torná-lo especial.

Para combinar um encontro:
Não é a melhor das ofertas, mas terça queres vir descansar a minha casa enquanto eu estudo? Dou-te lanchinho à cama, já não é mau de todo =P

Para contar um pouco da sua vida:
Sabes a semana passada fiquei sem telemóvel,  e tu disseste que falar por postais ficava muito caro, mas não se eu te der à mão ou então deixar na caixa de correio directamente!
Por isso cá estou eu, a relatar-te que sou muito feliz contigo, és de facto a minha melhor amiga, a minha companheira e também tão importante, és e serás =)
Normalmente as pessoas falam das suas aventuras, e eu tenho vivido muitas até, mas sabes o que me orgulho de te contar? Que quando estou naquele conforto contigo, no ver um filme, no adormecer, no simplesmente estar, eu adoro e vale-me de um dia cheio de aventuras. No rescaldo de um dia inquieto, somos nossos e para nós. É o melhor de mim, a minha maior novidade sempre.

Simplesmente mostrar que gostam da pessoa a quem estão a escrever:
Não consigo. Perco-me em memórias fantásticas pelo caminho...


p.s: as nossas vidas vão continuar, e da próxima vez que te escrever, nós mesmos vamos ser diferentes.
Mas fica aqui imortalizado que eu acredito que seremos melhores, pois somos ou não somos FUPO?

Muitos e Muitos beijinhos,
Diogo


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quando se vê o tempo ao contrário

Eu já sei
Como tudo vai acabar
Um fôlego feliz
Não é morte que vai arruinar

Contigo naquela casa de rabiscos,
Com aquele jardim inconcebido,
Onde uma vida partilhámos, naquele sítio incerto
Onde a história conquistámos, sem os livros terem percebido

Eu já sei
Como tudo vai acabar
Uma mão sobre a outra
A beleza de um cliché

Crianças sem nome,
Chamados com carinho,
As nossas pegadas,
Jovens pela nossa terra

Eu não sei
Que dia o de hoje
Onde tudo faz sentido
Onde sei que estou perdido

Eu não sei
Apertar mais o presente
Saborear mais o momento
Contentar, este tempo prepotente


Eu não sei
Como perseguir mais o teu cabelo
Como alegrar mais as tuas feições
Um desgosto, como fazer para te-lo

Em falso desespero, um real apaixonado,
Vibra por desconhecer o amanhã,
Vibra por sentir todos os outros dias...

Pára-se a imagem, em qualquer ponto da dimensão
Dele se vê o movimento,
E mesmo sem fôlego,
Bate-lhe o coração...





segunda-feira, 28 de março de 2011

Estreia da Estação

Oi Primavera,
Olá sejas bem vinda!
Vieste desta vez,
Pela primeira vez,
De ti encher o meu amor!

Contigo nos lábios,
Do Sol escondo os lábios dela,
De vez em quando,
Só de vez em quando,
Frequência de bater de asas de colibri,
Um beijinho ali!

É porque mudas o ar,
Condensas o aconchego,
Mas desintegras as nuvens interiores,
Deixas o teu cheiro na pele,
Deixas em mim a leveza
Para ver o mundo sem peso,
Apenas gravitas a imaginação!

Adoro-te Primavera, porque és parecida com ela...

Qualquer semelhança colhe-se em bouquets,
Põe se numa mesinha de cabeceira com rodinhas,
Para que desde o acordar,
Pelo dia todo,
Até o adormecer,
Haja sempre Primavera...

As flores dos teus olhos, as favoritas da minha alegria...
Serei as tuas folhas, o teu caule, a tua raiz...
Muito? Tu és tudo o resto...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

As Palavras Não nos Apanham

"Gostas de mim?"

Eu passeio contigo em lugares por passear,
Conheço as facetas de um dia por conhecer,
Vejo momentos bonitos por ver,
Visito sentimentos desconhecidos por visitar...

Monto pedaços de mim por montar,
Construo em ti o que sou por construir,
Defino o que estava por definir,
Amo o que não estava lá por amar...

Acredito em não ser louco por acreditar,
Proclamo o que nunca deixarei de proclamar,
que,
Gosto de ti por Gostar =)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

All you have to say: Dire qui não sabes como =)

O ar satura por mim, não quer que me esqueça
De ir vasculhando, música do mundo
Talvez ouvir, algo que se pareça
À nossa musica, aquela de fundo

Pego no teu cabelo
Faço o som do carinho
Sem percussão,
Almofado-te a cara com a mão,
Faço um solo, num grande miminho
E nas costas te escrevo
Livros de amor
Saio das margens
Abraço-te linhas sem pudor
Mas eu não sou o autor...

Não fui eu que te desenhei,
Então o que faço?
Apenas aprendo
O teu belo traço

Neste álbum de tanta faixa
Não há singles e há hits
Não há cd e há caixa

Há músicas secretas
Há palavras para além destas
Que vamos compor
Sem nunca o mesmo tocar
E ao mesmo tempo recitar
Essas e quais outras
Todas de cor

Porque batucas o meu respirar...
Fazes-me uma orquestra de sentimentos
Nunca mandas o maestro abrandar

Porque tapas-me os buracos
Sopras-me alegria para dentro
Não há contenção
E eu nem aguento
Acaba o concerto
Choro de contentamento...

Aplaudo com as tuas mãos que são as minhas, um merecido: Amo-te Mi =)

E sem audiência, foste e és a mais fantástica...
Já estás imortalizada... é por tudo que és adorada

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Dó-Ré-Mi-Mi

Podes não acreditar
Porque surpreendi-te ao falhar
Mas tenho uma jukebox na cabeça
Com botões aparvalhados a trautear:

Dó... Ré... Mi... Mi...

Qualquer canção melosa que passa
É tua e minha num lugar
Que já estivemos, já conquistámos
Que ainda não vimos, ainda não marcámos

Dó... Ré... Mi... Mi...
_____________________________________________________

(ligaste-me agora...)
(...)

Tens o incrível dom de pegar em toda a minha vontade e destruí-la. És o tal interruptor.
Eu sei, peço-te para desacreditares todo o teu mundo e entregares-te ao meu. É quase impossível. É mesmo de crente, convencido, prepotente.

Mas não me podes negar a confiança. Tu tens tanta no teu modo de vida como eu tenho no meu? Acreditas tanto como eu que és mais feliz da tua maneira? Da semi-vida? Sem risco? De tu para ali eu para aqui, quando der deu?

Não me leias passagens de coisas românticas então... Como se as quisesses viver. Pois eu ofereço-te melhor e dizes não, nunca saltas da janela. Não me peças a Lua se não consegues tirar os pés da Terra, comigo... Eu sei que me adoras.

Mas tens que te vencer. Senão estás constantemente a perder, e eu contigo. Porque para mim, SOMOS UM. Não puxes para um lado que eu acho desinteressante, sem cor, sem fulgor (tem os seus momentos assim, os não-momentos para ser mais preciso).

Temos que ir os dois na mesma direcção. Porque NÃO HÁ OUTRA, entendes? Há a nossa. Dá-me a mão, dá-me sins, nenhum sim te fez mal até agora pois não? Adivinha porquê.
Eu também sigo as tuas pegadas, brincamos os dois =) só assim é saudável, bonito...

Perguntei-te se sou demasiado entusiasta, demasiado chato, por estar sempre com ideias e cenas para fazermos, ou simplesmente estarmos. Disseste que não. Então aproveita-me... Não estragues o que sinto, já viste o que dá quando tive que o esconder...

Vida oca. Sem sentido. E tínhamos tudo na mesma à nossa volta. Mas faltava qualquer coisa, tudo...

Deixa de travar a vida, só tens uma, e os limites de velocidade sem obstáculos não servem para nada. A velocidade é sempre a mesma, ao máximo, cabelos a esvoaçar, tudo. Então não ponhas obstáculos. Quero parar de chocar contra ti. A sério...

Nunca pensei dizer isto, porque acho que tem que ser natural, e será, mas se for preciso um esforço, fá-lo... porque compensa. Prometo. E eu nunca te menti e tu sabes =)

Adoro-te Mimi...
_____________________________________________________

Às vezes posso não saber
A letra toda do principio ao fim
Um espontâneo improviso resolve
O que a "minha música" quer dizer:

Dó... Ré... Mi... Mi...

Vou cantá-la na nossa cabana,
Junto à praia, com búzios e conchinhas
Túneis de areia, para o amor à paisana
Um colar de alegrias, de percalços e pedrinhas

Dó... Ré... Mi... Mi...

Ponho-me ao Sol a secar dissabores
Fica apenas o bronze de uma cumplicidade
Doirado tempo para os cantores
Não há sombra para a cor desta vaidade

Dó... Ré... Mi... Mi...

Mergulho em ti com óculos de credor
Esqueço-me de expirar
Afogo-me no teu esplendor
A Boca-a-boca acaba por me ressuscitar
Reacção exclusiva a um sabor

Dó... Ré... Mi... Mi...

Fecho os olhos, porque não estás aqui, e canto de lábios cerrados, porque é só para ti:

(a)DóRé MiMi...

Sorry Little Brother

Today I missed you little one, I missed calling your name, Your help in having another trusty pair of eyes To assess this crazy world W...